Ev. Agnaldo Gomes
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via NT Gospel

Igreja no Congo transforma memória de atentado em celebração

24/08/2026

Três anos após a explosão que matou 15 pessoas e deixou outras 70 gravemente feridas durante um culto na 8ª Igreja CEPAC, em Lubiriha, Kasindi, na República Democrática do Congo, a comunidade cristã decidiu transformar a dor em um testemunho de esperança. O ataque, atribuído às Forças Democráticas Aliadas (ADF), ocorreu em 15 de janeiro de 2023. Para marcar a data em 2026, a igreja realizou um seminário sobre como enfrentar a perseguição e promoveu um culto de ação de graças.

A celebração foi marcada por novos sinais de crescimento da igreja. Oito pessoas foram batizadas, 13 membros e quatro diáconos foram dedicados a diferentes ministérios e três novos centros cristãos foram inaugurados em Kasindi. “Para nós, é uma grande vitória ver que o evangelho de Jesus Cristo está sendo pregado”, afirmou um líder convidado de uma igreja em Uganda. Durante o culto, os cristãos também cantaram sobre a vitória de Jesus e reafirmaram a decisão de continuar anunciando o Evangelho apesar das ameaças.

Entre os participantes estava Kavira, que havia sido consagrada como evangelista e declarou não ter medo de novos ataques. “Continuarei a espalhar as boas-novas de Deus para todas as pessoas que eu encontrar”, afirmou. Gemima, uma das mulheres batizadas, também descreveu o momento como uma bênção e disse sentir-se acolhida por Deus. Os testemunhos refletem a determinação de uma comunidade que busca permanecer firme mesmo depois de perder familiares e irmãos na fé.

O Ataque Continua

Segundo a Portas Abertas, a situação de segurança, porém, continua grave. As ADF e outros grupos armados seguem atacando comunidades no leste do Congo, com relatos recentes de assassinatos e sequestros. Entre 12 e 16 de julho de 2026, mais de 20 pessoas foram mortas em três ataques na região de Beni. Além da violência, cristãos enfrentam o impacto de um surto de Ebola, que aumenta o medo e o isolamento da população. Mesmo diante desse cenário, a Igreja CEPAC continua pedindo orações pelas vítimas, pelos sobreviventes e pela proteção dos cristãos que permanecem na região.

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